
O SAPO E A RAPOSA (continuação)
A raposa afastou-se e o sapo foi estar com outro sapo e expôs-lhe a proposta da raposa.
- A coisa arranja-se e a raposa há-de cair, apesar da sua malícia – respondeu-lhe o colega consultado.
- De que modo?
- Somos ambos iguais e tão semelhantes que a raposa já não é capaz de nos diferençar. Eu parto já para a eira e trato de ensacar o trigo. Tu vais estar com a raposa e, depois de longa discussão, aceitas a proposta. Não dês porém sinal de partida, enquanto eu não estiver na eira. Quanto à palha, podemos dar-lha toda; no entanto, vou esconder-lhe dentro um cão para bem a receber quando ela for tomar posse da palha.
O sapo ficou satisfeito com a lembrança do colega e foi para sua casa esperar a raposa. Esta não se demorou muito.
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